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Foto da Descubra a Fontana di Trevi durante o dia
Sumário

Em Roma, entre vielas movimentadas e praças históricas, a Fontana di Trevi se impõe como um dos monumentos mais conhecidos da cidade. Construída sob as ordens do papa Nicolau V, a fonte mistura arte, mitologia e tradição, atraindo milhões de visitantes todos os anos.

Neste texto, você vai descobrir como essa fonte barroca se tornou um verdadeiro ícone italiano, entender sua origem, os simbolismos por trás da sua estrutura, a famosa tradição das moedas e, claro, dicas práticas para aproveitar sua visita com mais tranquilidade. Vamos lá?

A origem da Fontana di Trevi

Ao contrário do que muitos imaginam, a história da Fontana di Trevi começa muito antes da construção da fonte como a conhecemos hoje.

Tudo teve início no ano 19 a.C., quando Marco Vipsânio Agripa, genro do imperador Augusto, idealizou e supervisionou a construção de um aqueduto chamado Aqua Virgo. Esse sistema levava água limpa até o centro de Roma e, por muito tempo, abasteceu fontes e banhos públicos da cidade.

Mais tarde, no século XV, o papa Nicolau V decidiu restaurar esse antigo aqueduto, rebatizando-o como Acqua Vergine. E essa renovação foi decisiva para que, posteriormente, o local se tornasse o cenário da famosa Fontana di Trevi.

No século seguinte, o papa Urbano VIII considerou que a antiga fonte que existia ali era simples demais para o espaço. Ele, então, contratou o renomado escultor Gian Lorenzo Bernini para criar um novo projeto. 

Bernini chegou a propor uma fonte mais grandiosa e até escolheu a posição exata onde ela deveria ficar, em frente ao Palácio do Quirinal. No entanto, com a morte do papa, o projeto foi interrompido e nunca chegou a ser executado por completo. Ainda assim, várias ideias de Bernini influenciaram o desenho final da fonte.

A versão definitiva começou a sair do papel em 1730, quando o papa Clemente XII organizou um concurso para escolher o novo projeto. O arquiteto romano Nicola Salvi foi o escolhido e iniciou as obras em 1732. Infelizmente, Salvi faleceu antes da conclusão, e a fonte só foi finalizada em 1762 pelo arquiteto Giuseppe Pannini, com esculturas de artistas como Pietro Bracci, autor da imponente figura de Netuno no centro da fonte.

Assim, após séculos de transformações, ideias abandonadas e projetos retomados, a Fontana di Trevi finalmente ganhou a forma grandiosa que conhecemos hoje, unindo a herança da Roma Antiga à exuberância do estilo barroco.

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Simbolismo nas águas

Entre os muitos elementos que tornam a fonte tão marcante, sua composição escultórica chama atenção não apenas pela beleza, mas pelo significado por trás de cada figura.

O protagonista da cena é Netuno, deus romano dos mares, representado em uma carruagem em forma de concha, puxada por dois cavalos-marinhos. Um dos cavalos está calmo, enquanto o outro se mostra agitado, uma metáfora para os diferentes estados do mar. Ao lado de Netuno, tritões ajudam a domar as criaturas marinhas, criando uma composição que evoca movimento, força e equilíbrio.

Nas laterais, outras figuras mitológicas fazem referência à abundância e à pureza da água, reafirmando a importância desse recurso para a cidade e para a vida romana.

A tradição das moedas

Nenhuma visita à Fontana di Trevi está completa sem o famoso ritual das moedas. Segundo a lenda, quem jogar uma moeda de costas, com a mão direita sobre o ombro esquerdo, garante o retorno a Roma. Duas moedas prometem um novo amor. Três, um casamento.

Todos os anos, cerca de 1,5 milhão de euros são lançados na fonte. Esse montante é recolhido regularmente e revertido para projetos sociais e ações de assistência aos mais necessitados, um exemplo de como a tradição pode gerar resultados positivos para a comunidade.

A fonte no cinema e na cultura pop

Além de ser um ponto turístico clássico, a Fontana di Trevi também entrou para a história do cinema. A cena do filme “La Dolce Vita” (1960), de Federico Fellini, em que Anita Ekberg mergulha na fonte durante a noite, é uma das mais lembradas do cinema mundial. Desde então, o local virou cenário recorrente de filmes, comerciais e sonhos cinematográficos de quem visita Roma.

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Dicas para aproveitar melhor sua visita

Conhecer essa obra-prima do barroco romano pode ser ainda mais especial com um pouco de planejamento. Abaixo, reunimos algumas informações práticas para ajudar você a curtir esse famoso ponto turístico com mais conforto e aproveitar ao máximo o passeio:

  1. Melhores horários para visitar: A Fontana di Trevi costuma estar sempre cheia, então vale a pena planejar sua visita para horários de menor movimento. Prefira:
     
    • Antes das 9h da manhã, para aproveitar com mais tranquilidade e tirar boas fotos.
    • Após o pôr do sol, quando a fonte ganha uma iluminação especial, criando um cenário ainda mais encantador.
       
  2. Acesso gratuito e livre: A visita é gratuita e a área da fonte fica aberta 24 horas por dia. No entanto, durante eventos especiais, como o Jubileu de 2025, podem ocorrer mudanças temporárias no acesso, com controle de fluxo e agendamento prévio, mediante uma pequena taxa.
     
  3. Localização estratégica: A fonte está na Piazza di Trevi, em pleno centro histórico de Roma. O local é cercado por atrações turísticas que podem ser facilmente incluídas no mesmo roteiro, como:
     
    • Piazza di Spagna, com sua famosa escadaria Trinità dei Monti;
    • O Panteão, uma das construções mais impressionantes da Roma Antiga;
    • A Piazza Venezia, onde fica o monumento a Vítor Emanuel II;
    • A Via del Corso, ideal para quem quer fazer compras, tomar um café ou simplesmente observar o movimento da cidade.
       

Agora que vimos todas as dicas e descobrimos um pouco mais sobre a história e os detalhes por trás da Fontana di Trevi, fica fácil entender por que ela encanta tantos visitantes. Um verdadeiro tesouro de Roma, que merece ser apreciado com tempo, atenção e, quem sabe, até com um desejo lançado nas águas.

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